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Medicina sexual Publicado em 12 de agosto de 2026 Última revisão em 12 de agosto de 2026 5 min de leitura

Disfunção erétil aos 40: o que costuma estar por trás

Aos 40, dificilmente é “só a idade”

A frequência de disfunção erétil aumenta com a idade, mas idade sozinha explica pouco. Na faixa dos 40, o mais comum é encontrar uma combinação: alteração metabólica ainda silenciosa, sono ruim, excesso de peso, uso de medicamentos que interferem na ereção e um componente emocional que se instala depois das primeiras falhas.

O sinal que costuma vir antes

A ereção depende de vasos pequenos. Quando eles funcionam mal, isso aparece antes de qualquer sintoma cardíaco. É por esse motivo que a queixa merece avaliação clínica, e não apenas uma receita: em parte dos casos, ela é a primeira manifestação de um problema cardiovascular ainda não diagnosticado.

O que a evidência mostra

Estudos de coorte associam disfunção erétil a maior risco cardiovascular nos anos seguintes ao início da queixa. Na prática, isso transforma a consulta de andrologia em uma oportunidade de rastreamento.

Por que a investigação vem antes do tratamento

Tratar apenas o sintoma pode funcionar por um tempo e deixar a causa correndo solta. A avaliação inicial é simples: história bem-feita, exame físico e exames laboratoriais direcionados. Só depois disso a escolha do tratamento faz sentido.

Perguntas frequentes

Posso começar medicação por conta própria?

Não é o caminho. Há contraindicações relevantes, e a automedicação atrasa a identificação da causa.

Se melhorar com o tratamento, posso parar de investigar?

Melhorar o sintoma não elimina o fator de risco que o provocou. A investigação segue.

Dr. Nilson Marquardt Filho
Dr. Nilson Marquardt Filho

Urologista e andrologista · CRM-RS 47.856 (RQE 45.634) · CRM-SP 270.351 (RQE 136.152)
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