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Ejaculação precoce: causas e tratamento

Ejaculação precoce é a ejaculação que ocorre antes do desejado de forma persistente, com pouca ou nenhuma sensação de controle, e que causa incômodo. É o distúrbio ejaculatório mais comum e um dos mais tratáveis, e também um dos menos levados ao consultório, o que faz com que muitos homens convivam por anos com algo que tem manejo estabelecido.

O critério não é o relógio

Existe uma definição técnica com tempo, usada em pesquisa. Na prática clínica, o que importa são três elementos combinados: a percepção de falta de controle, a persistência ao longo do tempo e o incômodo que isso gera para você ou para o relacionamento.

Um homem pode ejacular rapidamente e não considerar isso um problema, e nesse caso não há o que tratar. Outro pode estar dentro da faixa considerada normal e sentir que não tem controle nenhum. O segundo tem indicação de avaliação; o primeiro, não.

Tipos e causas

Primária (ao longo de toda a vida sexual)
Costuma envolver componente neurobiológico, com participação de mecanismos de serotonina, e frequentemente há histórico familiar.
Adquirida (surgiu depois de um período sem o problema)
Aqui a investigação de causa é mais produtiva. Pode estar associada a disfunção erétil (a ejaculação rápida como resposta à insegurança sobre manter a ereção), alterações de tireoide, prostatite ou fatores do momento de vida.

A pergunta "isso é físico ou psicológico?" pressupõe uma separação que a evidência não sustenta. Na maioria dos casos há os dois: um substrato biológico e uma camada de ansiedade que se instala depois e alimenta o quadro.

Casal na cama, homem sentado à beira, cabisbaixo

Tratamentos

Medicamentoso
Antidepressivos da classe dos inibidores de recaptação de serotonina, usados em doses e esquemas específicos para essa finalidade, têm boa resposta. Podem ser de uso contínuo ou sob demanda, conforme o caso.
Tópico
Anestésicos aplicados localmente, que reduzem a sensibilidade. Efeito imediato e reversível, com a ressalva de que podem reduzir também a sensação prazerosa e afetar a parceria se não usados corretamente.
Comportamental
Técnicas de controle com evidência de eficácia, especialmente combinadas com o tratamento medicamentoso. Exigem constância.
Tratamento da causa associada
Quando há disfunção erétil, alteração hormonal ou processo inflamatório envolvido, tratar isso muda o quadro.

O que esperar: o objetivo do tratamento é ganho de controle e redução do incômodo, não um número no cronômetro. A resposta costuma ser boa, e a recidiva após a suspensão do medicamento é possível, o que faz do acompanhamento parte do plano, não um sinal de que algo deu errado.

Como é a avaliação

Uma conversa sobre o histórico, o padrão atual e o contexto, mais exames laboratoriais quando há suspeita de causa associada. Pode ser feita por telemedicina, o que para muitos pacientes remove a principal barreira, que é o constrangimento de marcar a primeira consulta.

Perguntas frequentes

Isso é psicológico ou físico?

Quase sempre os dois. Existe um componente neurobiológico, ligado a mecanismos de serotonina, e existe uma camada de ansiedade que se instala depois do primeiro episódio e mantém o ciclo. Tratar apenas um dos lados costuma dar resultado parcial.

Existe tratamento definitivo ou é só controle?

Há tratamentos com boa resposta, e parte dos pacientes mantém o ganho após a suspensão. Em outros, a recidiva ocorre e o tratamento passa a ser de manutenção. Prometer resolução definitiva para todos não seria honesto.

Preciso levar minha parceira à consulta?

Não é necessário, mas pode ajudar, especialmente quando o quadro afeta o relacionamento. A decisão é sua.

Tomar antidepressivo para isso significa que tenho depressão?

Não. Esses medicamentos são usados aqui por um efeito específico sobre o reflexo ejaculatório, em doses e esquemas diferentes dos usados em depressão.

Uma avaliação individual responde melhor que um site

Cada caso tem história, exames e contexto próprios. A conversa começa por uma mensagem.

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